domingo, dezembro 10, 2006

Borat

Este fim-de-semana estive em Guimarães (onde as iluminações de Natal são bem melhores, mesmo que um nadinha mais kitsch que no Porto), e aproveitei para ver no GuimarãeShopping (a minha mentalidade tripeira não consegue entender um shopping em que para se entrar no cinema é preciso sair para o exterior, mas isso são outros 500) o tão badalado Borat. Como se sabe, esse filme demonstra na perfeição o quanto determinado país é atrasado, primitivo, preconceituoso, violento e habitado maioritariamente por pessoas estúpidas e/ou anormais, fruto de incesto e consanguinidade. Falo evidentemente da Inglaterra, país-natal do
Sacha Baron Cohen.


A sério...what the fuck???

Eu posso estar sozinho com a Rússia e o Cazaquistão contra o mundo, mas volto a repetir...what the fuck?

Borat é um filme que deveria ser objecto de análise. É um sucesso incompreensível que conseguiu aliar um surpreendente sucesso de bilheteira nos EUA (esse barómetro de inteligência, cultura e bom gosto), ao aplauso da maioria dos críticos de cinema que usam termos como "Humor ofensivo, mas fundamental", "Insultuoso e incisivo" ou ainda "Ofensivo, escandaloso e genial".

What the fuck?

Vou ser sincero. O filme fez-me rir e muito. É daquele genero de filme em que uma pessoa põe o cérebro em stand-by, e pronto, diverte-se com humor fácil, buçal, sexista, racista, homofóbico e escatológico. Agora degradar assim internacionalmente a imagem de um país, quando teria sido tão fácil inventar para a personagem um páis da Ásia Central fictício, é que não me parece bem. Steve Coogan, que é um SENHOR comparado com Sacha Baron Cohen, uma vez para um programa humorístico da BBC interpretou Tony Ferrino, um cantor romântico português, com todos os clichées atribuidos aos mediterrânicos e latino-americanos (mania que é fodilhão, um ego enorme, ligações à máfia, etc.), mas em que de forma alguma a imagem de Portugal era aviltada como a do Cazaquistão nesse filme. Pode ser que o Cazaquistão seja um país do 3º Mundo no olho do cu do planeta, mas fazer um filme a gozar de alto a baixo com isso, não me parece bem! E achar que essa sucessão de gags idiotas tem alguma inteligência ou conteúdo, é gozar com o público.

Vão por mim, se querem humor ofensivo e escatológico, MAS com inteligência, conteúdo e pertinência soció-cultural, tenho 4 palavras: Trey, Parker, Matt e Stone.

Uma palavra em defesa de Sacha Baron Cohen (que há dias, na América, se não fosse pela intervenção de Hugh Laurie ia levar uma carga de porrada de um transeunte quando começou a imitar o Borat na rua): 1 Ali G vale mais que 1.000 Borats!

5 Comments:

Blogger No Pants Jimmy Jamma tornou público que...

Estás total, completa, e mesmo tragicamente, errado. Mais do que alguma vez estiveste, provavelmente.

9:02 da tarde  
Blogger Sergy tornou público que...

Estás enganado. Já estive muito mais total, completa, e mesmo tragicamente errado em questões para mim muito mais importantes que uma simples crítica de filmes. Mas pronto,é a tua opinião. Que respeito, claro, mas a minha mantem-se!:D

9:17 da tarde  
Anonymous Anónimo tornou público que...

Pá... O Ali Gi e o Borat são duas personagens do Sacha Baron Cohen. ;)

http://www.imdb.com/name/nm0056187/

És muito cromo! LOL

Mistress BADKITTY

2:52 da manhã  
Blogger Sergy tornou público que...

Pá... O Ali Gi e o Borat são duas personagens do Sacha Baron Cohen. ;)

São? A sério! Não me digas! Não posso!!:D
Talvez seja por isso que eu escrevi:

"Uma palavra em defesa de Sacha Baron Cohen...: 1 Ali G vale mais que 1.000 Borats!"

Who´s the cromo now?!;)

8:06 da manhã  
Blogger Inês Ramos tornou público que...

Desancas o filme de alto abaixo e depois dizes "uma" palavra em defesa do génio que o criou? O teu discurso não é dialógico e carece de coerência.

Mistress BADKITTY

2:37 da manhã  

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