terça-feira, novembro 28, 2006

I´ll send an S.I.S. to the world!

Como devem saber, leio o 24 Horas todos os dias. E faço-o porque sou viciado em mediocridade. Além disso, é sempre importante saber que o Simão Sabrosa tem um novo look, que a gaja que faz de Floribella foi internada pela colhonéssima vez com um esgotamento nervoso (das duas uma: ou essa tipa mete coca a mais ou coca a menos), ou ainda (isto parece piada mas juro que veio há dias na capa!) que o Cláudio Ramos, um daqueles-gajos-de-Portugal-que-é-famoso-vá-se-lá-saber-porquê já roubou rissóis num super-mercado. É de rir.

Mas às vezes há coisas que não dão para rir.

Ontem, um ex-operacional do SIS, que já deve ter visto o Casino Royale umas 10 vezes e deve-se achar o Daniel Craig cá do burgo, veio tácitamente defender o assassinato político de Anna Politkovskaya e do ex-espião do KGB Litvinenko na putiniana Rússia, afirmando coisas que não estariam fora de contexto saidas da boca de certos ditadores nazi-fascistas ou comunistas já falecidos, tais como "o envenenamento de Litvinenko é uma situação perfeitamente normal" ou "às vezes para se salvar uma nação é preciso morrer um homem."


Bizarro que um agente de uma obscura polícia secreta de um país que, apesar de irrelevante para a geo-polícia mundial excepto quando inserido nos blocos da NATO e da UE, É uma democracia venha defender a prática de terrorismo de estado por parte de outra (pseudo)democracia como seja a Rússia.

Mas a verdade é que eu em parte concordo com ele. A morte de Litvinenko é normal. De facto, quando fodes com uma organização criminosa como a Máfia, a Al-Qeda, a CIA, o Vaticano ou a nova versão do KGB (re-abertura! Novo e melhorado! Sob nova administação! Os mesmos serviços de qualidade de sempre, mas agora com cobertura mediática internacional!) é normal que deixes de fumar muito rapidamente. Agora quanto às vezes ser melhor morrer uma pessoa que uma nação, se calhar já não concordo. É que eu não sei que habilitações literárias precisas para ser um SIS-man, mas pelas minhas contas, já duas pessoas morreram nesta confusão. O tal Litvinenko e a Anna Politkovskaya. Podem perguntar ao amiguinho Staline a partir de quantas mortes é que deixa de ser uma tragédia para passar a ser uma estatística.

2 Comments:

Blogger Carrie, a Estranha tornou público que...

Hahaha...posso imaginar o q seja o "24 horas". Tb gosto de ler essas pérolas!

1:00 da manhã  
Blogger Sergy tornou público que...

É um jornal sensacionalista tipo em Inglaterra The Sun ou The Dailly Mirror.
Gutter Press.

3:37 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home