quinta-feira, julho 20, 2006

International Situacionista


Acabei há relativamente pouco tempo de ler a Antologia da Internacional Situacionista.

A IS era um movimento cultural e social anarquista e desconstrucionista, dos anos 50/60, na mesma via da Internacional Letrista, fundado pelo dadaísta Guy Debord, os pintores surrealistas Asger Jorn, Piero Simondo e Giuseppe Pinot-Gallizio, entre outros, com representações na Europa (França, Itália, Béligica, Holanda, Dinamarca), EUA e Argélia, onde publicavam revistas com texto de opinião, de forma algo intermitente.

O Internacional-Situacionismo ia além do Dadaísmo. Com a destruição da arte comercial visavam não só re-construir a arte, mas também toda a estrutura social. Não sendo possível negar uma aproximação ideológica à Esquerda, a IS manteve até ao fim uma convicção anarquista, recusando-se a ser considerado um partido, uma colectividade ou qualquer estrutura organizada, e recusando-se também a ter discípulos.

A IS, para além de uma crítica analítica às questões sociais do seu tempo, como a TV, as novas tendências da arte-comércio, o aparecimento de ghettos e gangues juvenis, manteve uma aproximação quase-interveniente aos principais acontecimentos sócio-culturais da França, da Europa e do Mundo das décadas de 1950/1960, entre os quais se destacam o movimento independentista da Argélia, a Guerra Fria, o primeiro motim de negros em LA, anos 50 (uma questão não racial, mas de condições sociais, na óptica-IS), e, bem entendido, o Maio de 68.

Quem quiser saber mais, aconselho aleitura do livro e deste site!