domingo, abril 09, 2006

Mitos, Lendas e Histórias de Portugal - Parte 5: Camões, Luís Vaz de



Contam-se muitas histórias e lendas sobre a vida de Luís Vaz de Camões, autor do ex-libris da literatura lusófona. Falo, evidentemente d´ Os Lusíadas (embora corra por aí um rumor que em breve, O Líder, sobre a vida do chefe da claque do FCP vai em breve destronar Os Lusíadas como obra maior das Letras Portuguesas.
Diz-se que Camões terá perdido o olho numa guerra. É natural que lhe tenham furado o olho no campo de batalha. Afinal, a guerra é uma coisa terrível e a solidão por vezes prega partidas aos homens, não é, Ang Lee?
Também se afirma que morreu em 1580, no mesmo dia em que Filipe II reclamou o trono de Portugal, mas isso tresanda a propaganda NS.
Porém, a maior lenda sobre Camões já foi devidamente tratada por Calvin no seu fabuloso blog. Aparentemente, Camões ia a viajar num barco que naufragou, e teve que nadar até à costa com o braço direito, enquanto segurava bem alto, com a mão esquerda a única cópia que tinha do manuscrito d´Os Lusíadas.
Conforme disse Calvin, Camões deveria ter um físico sobre-humano, além de ser exímio nadador.
Mas cá para mim, como disse no comment a esse post, ele deve é ter enrolado o manuscrito e enfiado no olho…do cu, à la relógio do Pulp Fiction.
Pelo menos, uma coisa se prova…Camões era um desleixado de primeira!
Não se percebe porque é que não fez uma cópia de segurança. De certo que o Windows 1572 não deveria ser tão evoluído como os que temos hoje, mas pelo menos um back-upzinho deveria dar para fazer.
Em última análise, se Os Lusíadas metessem água, seria assim tão trágico? É que fazem de Camões um grande poeta épico, quando para mim (e agora falando a sério), tem muito mais valor como poeta lírico.
É que se formos a ver, aquilo tem umas semelhanças muito grandes com a Ilíada de Homero. Não quer dizer que eu esteja a reduzir o grande poeta português a uma Clara Pinto Correia masculina, barbuda e ciclópica da Baixa Idade Média pré-renascentista, mas esperava-se mais do rei!