quarta-feira, abril 05, 2006

Comichões

O desespero, o sofrimento, a dor e outras situações extremas pregam partidas cruéis à psique humana. Esses verdadeiros "1º de Abril Negros" não raras vezes levam-nos a (pelos menos ter vontade de perpretar) actos horrendos, contra os outros e contra nós próprios.
Reinaldo Ferreira, o célebre Repórter X declarava que no auge das suas trips tóxicas, sentia muitas vezes a vontade de se injectar nos olhos...

Mudança de tempo...já ficaram com uma música no ouvido? Pode não ser a vossa música favorita, pode não ser moderna, podem não a terem ouvido muitas vezes seguintes...mas qual tumor benignó-sonoro, ele aloja-se temporáriamente no vosso cérebro e parece que a têm que reviver e re-escutar outra e outra e outra vez, chegando mesmo a darem por vocês a assobiar ou a trautear uma estrofe da dita música...
Li que alguns cientistas têm uma teoria, segundo a qual essa necessidade de reviver essas músicas constantemente é como uma comichão no cérebro que só a letra e a melodia a soarem na tua mente consegue atenuar.
Há dias fiquei com o "That´s all" dos Genesis nos neurónios. Eu nem gosto muito dos Genesis, e não sei porquê, não consiguia tirar da cabeça essa música inconsequente.

Graças a Deus acabou por passar...remetendo-me ao início do post, houve alturas em que cego de desespero, se soubesse qual era o sítio da minha mioleira onde itnha comichão, qual prisioneiro desesperado que corta a perna para fugir dos grilhões que o acorrentam, ponderei recorrer a um berbequim para tratar do problema.