quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Aníbal e os elefantes




Por certo conhecem a história de Aníbal, o norte-africano líder do vasto império cartaginês. De forma a conseguir a hegemonia internacional (que na Antiguidade Clássica era basicamente a hegemonia do Mediterrâneo), Aníbal necessitava de travar a expansão do emergente império romano.
Para tal, teve o seguinte “cunning plan":
Uma vez que Cartago possuía uma potentíssima força militar que os romanos não tinham (guerreiros montados em elefantes de guerra), decidiu mandar embarcar vários elefantes e levantar vela em direcção ao sul da Gália (longe de mim ser racista, mas isso só prova que os magrebinos andam há milénios a tentar traficar pessoas e produtos ilegais para a Europa).
A ideia seria atravessar os Alpes com os elefantes e marchar para sul, por Itália abaixo até Roma.
Porém, esse plano que parecia perfeito acabou por fracassar, uma vez que os elefantes, habituados que estavam ao sol africano, acabaram por perecer em grande número no gelo alpino. Muitas pessoas dão com “os burros na água”. Aníbal deu com os elefantes na montanha. Mais tarde, Roma acabou por destruir Cartago.
O que nos prova esta história? Que Aníbal era um patriota bem-intencionado.
Queria salvar o seu povo, mas nem sempre os planos e as boas-intenções resultam.

Ele deveria ter optado por recorrer à táctica grega do “Cavalo de Tróia”. Como se sabe, os gregos deram aos troianos pequenas amostras gratuitas de heroína, (“cavalo” de Tróia), para os viciar, deixá-los todos fodidos e impróprios para combate.