domingo, janeiro 29, 2006

Mitos, Lendas e Histórias de Portugal - Parte 3: Pedro e Inês




Analisaremos hoje a mais famosa e trágica história de amor que Portugal já conheceu. Não, não falo de Pinto da Costa e Carolina Salgado, mas sim de D. Pedro, herdeiro da coroa de Portugal, e a aia galega D. Inês de Castro.
Esta história tem tudo ao gosto português. Amor Proibido (que é uma forma elegante de dizer quecas ilícitas), morte, vingança, sangue e tripas…
Enfim, uma salgalhada de “faca e alguidar”, bem ao estilo de um qualquer fadinho mais obscuro.
Basicamente o que se passou é que D. Pedro andava a enganar a mulher, o que poderia criar um escândalo internacional com Castela. Como tal, houve um assassínio político, mas mesmo descarado, às claras. Se fosse hoje em dia, seria tudo muito mais asséptico e limpo. Bastava arranjar à D. Inês um amante egípcio, um Mercedes e um bilhete só de ida para Paris, e estava a andar. Enfim, os tempos eram outros…
Quanto a Pedro, pela natureza da sua vingança, ficou conhecido como “Pedro, o Justiceiro” ou “Pedro, o Cru”.
Sejamos sinceros, o cognome adequado seria “Pedro, o seriamente fodido dos cornos”.
A única coisa normal que ele fez na vida foi espetar uns palitos valentes à mulher com a aia. A partir daí, resolveu mandar matar os dois autores materiais do crime (mas em relação ao autor moral, o paizinho dele, bola baixa). Mandou retirar os corações deles, um pela frente, outro por trás. O seu interesse anatómico é admirável, sendo o antecessor das actuais operações de transplante de coração. Ah, mas sem anestesia. E sem se colocar um coração novo. Mas o pior de tudo é que ele ficou a ver!!! Como se fosse um filme snuff ao vivo! Será que ele se estava a tocar enquanto via o show? Não contente com isso, ainda decidiu dar uma trinca no coração de um deles!
Acreditem, vocês não queriam este homem como vizinho.
Mas o pior veio depois. Ele mandou desenterrar a Inês de Castro e corou-a sua rainha! Alguém falou em necrofilia? Eu NÃO queria estar presente na noite de núpcias!
Mas alguém queria uma morta como Primeira-dama de Portugal? Era capaz de não causar muito boa impressão acerca do país em visitas de Estado. O novo presidente eleito, o Nini, vai contratar para a sua Maria um consultor de imagem. A Inês de Castro nem com 1.000.000 de consultores de imagem se safava.
Recapitulando, assassinatos cruéis de mulheres e crianças, snuff shows, corações arrancados, corações trincados, exumação e entronização de um cadáver. Isso dava material para os Cradle of Filth gravarem no mínimo um CD triplo.
Embora eu gostasse mesmo era de ver esta história contada num filme de animação (“Corpse Queen”?) do Tim Burton, com música do Danny Elfman, claro…

1 Comments:

Blogger Castor (moi-je...ehe, ehe) tornou público que...

Ai a Inês e o rodido Peter, the Raw, andaram a pôr os números na testa da Infanta... rôda-se nos bichos, que foram piores que a galega, ehe,ehe,ehe... Ah! ganza, ganza, niep... com a ganza, dizem que não dá pica... ehe,ehe,ehe...UGA!

2:28 da manhã  

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