domingo, janeiro 22, 2006

Match point...pode ter "spoilers"



A vida não é (sempre) alegre e doce como certos e determinados filmes a pintam.
A vida é não raras vezes cruel, feia, triste e injusta.
Por isso alguns filmes funcionam melhor sem finais justos nem finais felizes.
Neste novo opus de Woody Allen, a idéia a reter é "mais vale ter sorte do que ser bom" e que muitas vezes a bola (ou outro qualquer objecto) cair no nosso "court" não significa a derrota.
"Filho da puta" sussurei eu na sala de cinema face ao deicídio, e o mais frustrante é saber que o acto não terá mais consequências além do sentimento de culpa.
Allen está mais amargo. E a frustração final torna este filme em algo sublime.