sábado, janeiro 01, 2005

O Fabuloso Destino de Amélia : II - Degredo Desolador

Desde que saiu de casa aos 16, abandonando família e escola, Amélia vivia da rua. Tentou procurar o irmão, mas o irmão não lhe quis dar guarida. Para Amélia nada mais restava que oferecer-se como ovelha aos lobos do degredo...não era virgem aos 16 anos, mas era pouco experiente...tremeu pela primeira vez com um cliente...e cada um que vinha e se vinha, deturpava-lhe a alma...e todas as noites eles vinham, mas mais no fim-de-semana...homens em carros, homens sós, homens frustados. Homens que a fodiam e faziam sentir-se merda. Amélia so por duas, trêz vezes sentiu prazer na transacção que fazia do corpo...na maior parte das vezes ficava a olhar o tecto...lembrava-se das palavras que uma puta velha e experiente lhe disse..."Quando estiveres com eles...foge! Dentro da tua cabeça foge! Foge rapariga...na tua cabeça vai para um outro lugar, imagina-te noutro lugar distante, onde és feliz e livre!". Mas no dia seguinte, nada conseguia diluir a ressaca de culpa e infelicidade.
Ainda era bela, e miraculosamente livre de drogas duras...um homem perguntou-lhe se não estaria disposta a entrar num filme porno...ficou com o contacto dele. Telefonou-lhe.
A princípio estranhou ter que decorar textos, a câmara, as luzes, as outras pessoas. Mas conseguiu vencer o seu stage fright, e nesse fim-de-semana ganhou o mesmo que faria em duas semanas...pensou que isto era melhor, era menos sujo,e podia refazer a vida, endireitar-se...dormiu feliz nessa noite, e o seu sonho foi povoado com uma imagem metafórica e alegórica de uma felicidade pura e completa