sexta-feira, dezembro 17, 2004

Idolos!

(Não, não é sobre o programinha de música onde se apresenta à laia de concurso e por via hertziana uma humilhação e uma destruição dos sonhos de dezenas de jovens, para gáudio de uma população sedenta de sangue)

É sobre a tendência natural do homem para a Idolatria.

Desde tempos imemoriais o Homem (e a Mulher) sempre tendeu a exarcebar Algo ou Alguém (que o Homem transfigurava em Algo) para se subjugar a sua existência à Aura associada a esse Algo ou Alguém, para de alguma forma dar segurança e conforto e sentido à sua pobre existência, dar alento nos momentos difíceis, nos momentos perigosos, nos momentos moribundos!
Totens, templos, estátuas, imagens, icones, santos, cruzes, canhoto, credos, estrelas de David (não Beckham), crescentes, rabis, padres, bispos, pregadores, profetas, papas, imãs...
E se nos primeiros milênios, essa idolatria era meta-fisica e trancendental, agora há idolos temporais, desportistas, actores, músicos, entertainers, gatos fedorentos ("esses gajos são o quê, um culto", como diria alex, o teen pot-head, não é Inês;) )...

Pessoas, são meras pessoas que amamos loucamente, porque são Diferentes de nós, são Eles...pessoas que têm um estilo de vida impar, pessoas que não estão presas às regras do formigueiro, não são obreiras nem soldados, são Rainhas...e dão-nos "panem et circences".