terça-feira, novembro 30, 2004

Territorialidade Humana - Dos Impérios e de como nunca nos libertaremos deles!

Hoje deu-me para esboçar um texto mais ou menos longo sobre geo-política. Tal texto não tem que se restringir unicamente aos tempos actuais, antes ser entendido como um estudo intemporal.
Como já disse noutro post, a inteligência humana - ou a alma, para quem preferir - distingue-nos dos animais irracionais pela forma como subjuga os nossos instintos bestiais primordiais.
Alguns desses instintos, no entanto - como o da sobrevivência- não são totalmente subjugados, antes são "domesticados", para se adaptar às nossas Sociedades (ou Sujiedades, ou Zoociedades) Humanas.
Outro desse instinto é o instinto de grupo.
O Homem é um animal colectivo, inserido em estruturas organizadas como formigueiros (alguns países são formigas negras, outros belicosas formigas vermelhas - e tb brancas e azuis ?) ou colmeias ( de laboriosas abelhas ou de assassinas vespas).
Outro instinto é a territorialidade.
Ao longo dos séculos, as maiores nações sempre se impuseram a nível militar, cientifíco e cultural as nações menos desenvolvidas, criando impérios territoriais ou de influências.
Quando impérios antagónicos se confrontavam, a selecção natural acontecia a nível global, acabando um dos impérios por enfraquecer, no extremo por acabar, ficando o outro como vencedor (Roma sobre Cartago, à força das armas, Washington sobre Moscovo à força das circunstâncias).
Mas uma coisa é certa, quando os impérios se degladeiam, normalmente as nações mais fracas é que sofrem!
E quando um surge como dominante, as nações mais fracas acabam por sofrer uma influência para-dictatorial.
Mas todos os impérios dominantes acabaram por cair, vítimas da decadência e corrupção interna, vítimas do seu próprio sucesso (Grego, Romano, Francês, Inglês, Espanhol...a um menor nível Português.).
Mas eu penso que tal como as marés que se erguem e caem, os impérios irão sempre existir. No fundo, eu penso que estaremos sempre sobre a influência de alguém que nos afirme "Vis Pacem Para Beluns". De momento estamos na "Pax Americana".
Mas penso que o Amerikan Reich, mesmo que dure mil anos (temos sorte se o mundo durar mais 4 anos), acabará por ser substituído eventualmente. porque, como se diz num dos meus filmes favoritos "Absolute power corrupts absolutely"!