segunda-feira, Janeiro 22, 2007

Post #1.184 e último: Adeus blogosfera cruel...

Tenho boas e más notícias.
Não sei como vos dizer isto, mas este blog acabou. Sim, é verdade. Está morto, acabado, kaput!

E agora as más notícias: podes encontrar diariamente (ou dia sim, dia não) posts fresquinhos do teu blogger favorito* na nova versão deste blog.

Clica aqui e prepara-te para uma nova dimensão de entretenimento!!!! Vá lá, a sequela é sempre melhor que o original, no fundo sabes disso!:D

Entretanto, aqui fica uma retrospectiva do que eu considero terem sido os melhores posts de cada mês entre Novembro de 2004 e Janeiro de 2007 (não, eu não tenho mesmo vida). Quanto aos piores, são todos os outros:


*Partindo do presuposto que o teu blogger favorito é o Sergy.

quinta-feira, Janeiro 18, 2007

Eu, mais do que 10% Republican??? Foda-se!:(

You Are 12% Republican

If you have anything in common with the Republican party, it's by sheer chance.
You're a staunch liberal, and nothing is going to change that!



You Are 80% Democrat

You have a good deal of donkey running through your blood, and you're proud to be liberal.You don't fit every Democrat stereotype, but you definitely belong in the Democrat party.

segunda-feira, Janeiro 08, 2007

Esta noite no Discovery Channel: A Dança das Góticas


A nossa equipe de reportagem teve o grato privilégio de ganhar acesso a uma aldeia gótica, onde esta noite com um pouco de sorte iremos assistir in loco a um espectáculo que raramente o homem civilizado pode testemunhar: a dança das Góticas, uma impressionante demonstração de folklore tribal, plena de beleza e significância, comparável à dança da vitória dos Maori neozelandeses.

Para começar, note-se que a raça gótica é composta por diferentes etnias, sendo difícil para o leigo diferenciá-las tão grande parece ser sua homogeneidade. Repara-se a olho nu nos apetrechos e indumentárias das fêmeas da tribo. Desde o longo cabelo negro, com madeixas coloridas ou totalmente pintado com cores garridas, até às botas de couro de altíssimo tacão, desde o corpete de vinil negro à bolsinha do Jack Skellington, o não iniciado não consegue distinguir entre as góticas puras, as pseudogóticas, as neo-góticas e outras etnias menores. Por isto neste programa, usaremos o termo genérico Góticas para melhor compreensão dos nossos teleespectadores.

Neste momento encontrámo-nos no centro da aldeia; o habitat natural dos Góticos reconhece-se facilmente pelas caveiras de boi e de carneiro nas paredes, a ingestão de shots com nomes como Sangue de Cristo ou Bruxaria, e a total ausência de pessoas de origem africana. Aos nossos olhos de Homens civilizados e ocidentais, tais usos, costumes e tradições parecem-nos estranhos, desconcertantes e bizarros, quando não mesmo patéticos. Porém há que manter um espírito aberto de forma a não ofender os nativos (principalmente um com uma braçadeira com uma cruz da Luftwaffe que nos olha com ares pouco amistosos). Lembrem-se que a beleza do mundo encontra-se na diversidade da Natureza.

O momento chega finalmente. "Sex, Drugs...INDUSTRIAL" ressoa no meio da aldeia. Temos sorte e captámos não uma, mas três góticas a executarem a tão famosa dança. Apesar de ser uma dança solitária, a aparente dessincronização entre as três indígenas parece obedecer a um determinado método, criando-se entre elas uma forte sinergia que ainda embeleza mais o bailado. Pode-se mesmo dizer que esta é uma noite de sinergia!

Como é costume quando se trata da Natureza no seu estado bruto, o mais impressionante tem, não raras vezes, a sua origem na simplicidade. Repare-se na coreografia mais usual seguida por elas. Parece fácil, não é? Porém executar tais movimentos com a graça e o sentimento das góticas é um dom inato. Consiste em inclinar o tronco para a frente formando um ângulo de 90º, colocar uma mão em cada joelho, inclinar a cabeça para baixo, e mantendo o resto do corpo totalmente rijo e imóvel, rodar a cabeça de um lado para o outro ao ritmo ritual tocado pelo Xamã.

Pernas abertas ou fechadas: duas escolas de pensamento

Esta dança mais tradicional das góticas não é igual para todas. Enquanto umas preferem executar a dança de joelhos juntos, outras preferem manter os membros inferiores mais apartados. Talvez nunca venhamos a saber o porquê desta opção. Porém existem duas correntes de pensamento antagónicas sobre essa questão, elaboradas por estudiosos ocidentais.
O antropólogo inglês Sir Montgomery Wolverhampton, manteve contacto com a civilização gótica desde os seus primórdios, no fim da década de 70 em bares suburbanos de Londres e Manchester, na consequência da queda do Império Punk, uma outrora orgulhosa civilização que entrou em declínio devido à utópica instalação de um governo anarquizado, e à pobre higiene corporal. Para Sir Montgomery, a dança das góticas é uma dança de acasalamento, procurando atrair os membros machos da tribo. Durante o ritual, os machos mantêm-se encostados às paredes, em silêncio e imobilidade cerimonial, segurando uma bebida na mão, olhos prostrados no solo. Convém afirmar que não raras vezes os machos e as fêmeas desta raça são confundidos, mas os machos destacam-se pelo facto da maioria deles preferir andar de calças, e usarem mais make-up. Para Sir Montgomery, a menor ou maior abertura dos membros inferiores deve-se ao período de cio da fêmea, e menor ou maior predisposição para o coito. Um apaixonado de sempre pela cultura goth, Sir Montgomery é consultor da BBC para documentários sobre tribos urbanas.
Já o historiador francês Pierre de Saint-Armand atribuiu à dança um cariz mais espiritual. A abertura ou fecho das pernas é uma especificação do culto de cada etnia gótica. Para Saint-Armand a teoria da dança de acasalamento não tem significado, porque nas suas eternas palavras: "A propagação da raça gótica faz-se por conversão, já que a raça gótica é assexuada. Excepto os homens, que são todos uma cambada de gays". Tal controversa afirmação é justificada pela observação e experiência própria, já que durante anos, Pierre de Saint-Armand tentou acasalar com inúmeras fêmeas goth. Aparentemente sem sucesso. Desiludido, Saint-Armand virou os seus estudos para as mulheres metaleiras, tendo misteriosamente desaparecido num mosh pit durante um concerto dos Cannibal Corpse em Nantes, no verão de 1993.
Variantes e novas tendências:
Este espectáculo que tivemos o prazer e deleite de assistir é a dança-padrão desta tribo específica, para quase todo o tipo de sonoridade tribal, desde industrial a old school goth rock. Porém cada tribo tem a sua própria variante, tradicionais ou novas, todas elas com a sua própria graça; já falamos nas que preferem ter os joelhos juntos e as que preferem os joelhos afastados; há ainda as que preferem rodar a cabeça no sentido dos ponteiros do relógio e as que o fazem no sentido inverso ao do dos ponteiros do relógio. Há ainda as que preferem manter as pernas afastadas e em completa imobilidade, e simplesmente contorcer sinuosamente o tronco. E as de raça mestiça que preferem um violento head banguing mais ao estilo da tribo dos Metaleiros.
À medida que entramos cada vez mais no século XXI, é difícil de prever o que será o futuro desta raça. O que parece evidente é que as coisas não estão - ao contrário do que eles próprios prefeririam - tão negras assim. É certo que são uma raça antiga e orgulhosa, e nunca abrirão mão dos seus valores e tradições mais sagradas e antigas. Mas simultaneamente, há um nicho de mercado muito interessante para a sua espécie, com uma oferta de coisas que os encantam tais como lojas de roupas e artigos, livros, filmes, comic books, etc., que poderão facilmente adaptar da melhor maneira esta ancestral raça na sua transição ao novo mundo em que vivemos.
Com o coração e a mente ainda maravilhados com o que acabámos testemunhar, esperamos que este programa vos tenha agradado.
(Retransmitido el próximo Viernes, 12 de Enero, por las 22.30 - hora de Madrid)
(O programa será repetido na próxima 6ª-Feira, 12 de Janeiro às 21.30 - hora de Lisboa)

domingo, Janeiro 07, 2007

High Tech

Em questão de música, gosto de dizer que tenho uma mentalidade aberta e nunca digo não à possibilidade de me embrenhar em diversos tipos de sonoridade nova. Não quero dizer que gosto de toda e qualquer merda, e que não tenho critérios. Verdade seja dita, sempre fui mais de gosstar de bandas do que de géneros. Tudo depende do momento, os meus gostos musicais são conjunturais. Neste momento, estou a passar por uma onda retro. Estou a voltar a (re)ouvir grupos punk, hard rock, goth, metal, etc dos anos 80 e 90. Joy Division, Bauhaus, New Order, Guns´n´Roses, Metallica pré-album negro, Manowar, NIN, Marilyn Manson, Sepultura era Max Cavalera, Megadeth, Iron Maiden, London After Midnight, Cure, Christian Death etc..

Não consigo gostar de hip-hop, por exemplo. E não gosto muito de nada que seja ligado a techno (embora haja algumas músicas de Goth-Industrial que são curtidas). O meu problema com tudo que seja techno é que não consigo ficar horas a escutar aquilo. Houve noites de Trance e Drum´n´Bass que eu até estava a gostar, mas passadas 2 ou 3 horas já estava com a maior dor de cabeça. Porém algo que eu detesto é o chamado techno comercial. Não entendo como vendem CDs disso. Não consigo imaginar alguém em casa, a querer relaxar, ao som de techno! Eu acho que o techno comercial só se ouve em 3 sítios. Nos ginásios e health clubs, nas lojas de roupa de marca e nas discotecas in!

Quem gosta desse tipo de música vai para o ginásio fazer exercício ao som de techno comercial, para ter um corpo que lhe permita caber nas roupas que compra nas lojas de marcas ao som de techno comercial, para poder entrar nas discotecas in, onde se ouve techno comercial.

Além do mais aquilo contem mensagens altamente prejudiciais para as pessoas em geral e os jovens em particular. Não tenho problema nenhum em ouvir letras que incitem à violência, ao suicídio, à depressão, à loucura, que sejam ofensivas, que contenham um forte conteúdo blasfemo, anti-cristão, satânico ou nazi. Agora coisas como:

"Wonder you will have to answer to the children of the sky"
Wtf??? Temos que prestar contas a crianças aladas? Creepy!

terça-feira, Janeiro 02, 2007

Saddam´s swinging weekend

Um aviso prévio: sou e sempre fui contra a guerra no Iraque. Abomino violência, mas reconheço que algumas guerras são inevitáveis. Não é o caso desta, que foi uma mentira muito mal contada, baseado em pretensas ligações terroristas e ADM nunca encontradas, sem nenhum plot-twist hollywoodesco que a valha. No fundo é a demonstração do que este século promete: a arrogância de um determinado país, que se sente o bully deste seu playground que é o planeta; que quer, pode, manda E faz. Porque escalaste esta montanha? Porque estava ali. Porque invadiste o Iraque? Porque estava ali E tinha líquido negro na cave. No fundo, a administração americana (sobretudo o "downsized" Donald, o Dick e a Preta. O George, eu dou sempre um desconto, porque eu acho que ele é um simplório que pensa mesmo estar a fazer o bem. Afinal um gajo que diz - eu vi e não parecia montagem!! - que é contra o Saddam porque "He wanted to kill my daddy", não pode ter maldade no coração) translada para o terreno geo-político o ambiente de super-competitividade da rat race em que se tornou a sua sociedade, sobretudo a "ética" empresarial que muitas das suas mamúticas corporações usam entre si (e interiormente, os seus executivos uns com os outros) ou seja subir a todo o custo, usando as pessoas quando lhes convêm e esfaqueando-as pelas costas na primeira oportunidade. Ora tiro uma foto a apertar a mão do Saddam, ora tiro-lhe a tosse. Como diriam nos filmes da máfia, "Nothing personal, just business".

Eu este fim-de-semana, para entrar bem no ano, vi na internet a versão integral do enforcamento do Saddam. Uncutted, com ele a balançar na ponta da corda, os olhos vitráceos e sem vida. Como no cinema. Não o fiz por nada mais que curiosidade mórbida. E tenho que dizer, infelizmente (talvez), não senti nada. Não senti terror, medo ou pena. Não senti alegria, não senti qualquer tipo de estimulação psiquico ou sexual (isso sim, seria preocupante) ante a morte de um ser humano. Eu sou pela aplicação da pena de morte, em casos extremos, apesar de saber que isso entra em conflicto com a minha natureza normalmente liberal. Como diz um amigo meu, é-se a favor ou é-se contra, por isso abstenho-me de expor as minhas razões ou tentar convencer a alguém a ter a minha opinião.

No entanto, realço só três coisas: o julgamento foi uma farsa, promulgada pela maioria xiita, com a benção dos EUA. Se é que existe alguma execução "civilizada", não foi de certeza esta, com os carrascos a - suponho - insultarem o condenado. E por fim, admiro a passividade, a calma, a serenidade (duvido que tenha sido só choque) com que Saddam Hussein encarou a morte. Foi um monstro sim, mas encarou o seu fim físico como quase ninguém no Ocidente o faria. Sem tremer, sem chorar, sem falar. Ando a ler obras de Schopenhauer (e também a "Cura de Schopenhauer" de Irvin D. Yalom), e concordo com ele. A grande desvantagem do Homem Ocidental face a todas as outras culturas do planeta é o nosso medo da morte.

Eu, Arthur


"A arte de não ler é muito importante. Consiste em não sentir interesse algum por aquilo que está a atrair a atenção do público numa determinada altura. Quando um panfleto político ou eclesiástico, um romance ou um poema estão a causar grande sensação, não devemos esquecer-nos que quem escreve para tolos tem sempre grande público. Uma condição prévia para ler bons livros é não ler os maus: a nossa vida é curta!"

Arthur Schopenhauer

segunda-feira, Janeiro 01, 2007

Feliz 2007 para todos os leitores deste blog

Ok, leiam o título. O recado está dado. Esqueçam o resto do post. Nada mais há a dizer. Mas a verdade é só uma. Eu, que gosto muito, MUITO do Natal, não consigo sentir o mesmo amor pelo "Rebelhom". Claro que uma desculpa para farra e intoxicações alcoólicas é sempre bem-vinda, mas porque é que é suposto estarmos felizes e esperançosos que o novo ano nos traga coisas melhores que o que acabou de findar? Tradição, costume, convenção essas são a única base sobre o que se sustenta esta actitude quase global e quase irracional com a qual nos auto-convencemos que o ano que vem será melhor para nós e para o mundo, só porque houve uma mudança cronológica aceite pela tradição cristã, alicerce das nossas sociedades consumistas ocidentais. Neste momento, enquanto a maior parte do mundo celebra, o resto do mundo está tão podre como esteve a 22 de Novembro ou como estará a 3 de Maio de 2007. Enquanto festejamos, pessoas sofrem com a eminente ou recente perda de seres queridos. Povos matam-se uns aos outros por dinheiro, Deus, território, raça. Por ódio. Crianças passam fome, pessoas sentem o estigma da solidão, do remorso, do sofrimento. Alguém no Iraque está a perguntar-se porque é que foi perder tempo e dinheiro a escrever um cartão de Feliz 2007 ao Saddam.

Mas não sejamos tão negros. O optimismo é bom. A esperança é boa. A fé é boa. Se não produzirem mudanças nas nossas vidas, que sirvam pelo menos de agente alienador. Por uma noite pelo menos.

Para a minha pequena roda de seres importantes, desejo o melhor desta vida, neste e em todos os dias do(s) ano(s).

quarta-feira, Dezembro 27, 2006

A internet é a nossa memória colectiva